Opinião

Fernando Calado Rodrigues

Unidade dos cristãos não é uniformidade

Há mais de um século que cristãos de diferentes igrejas dão passos em ordem à unidade e celebram a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Nos finais do século XIX, Paul Wattson, um sacerdote anglicano, e Lurana White, também anglicana, começaram a desenvolver a ideia de introduzir na Igreja Episcopaliana dos Estados Unidos da América, a que pertenciam, o estilo de vida franciscano. Em 1898, fundaram uma congregação com esse objetivo, bem como o de promover o regresso da Igreja Anglicana à comunhão com o Papa. Em 1908, Paul Wattson estabeleceu no seio da sua comunidade o Oitavário pela Unidade dos Cristãos, entre o dia 18 de janeiro (festa da cadeira de S. Pedro) e o dia 25 de janeiro (a comemoração da Conversão de S. Paulo).

Ana Paula Laborinho

Pensar devagar

O Brexit dominou a agenda, suspensos dos dramas pouco shakespearianos que se desenrolaram no Parlamento britânico. Os dados estavam lançados e não houve novidade, mas o caos instalado e a profunda divisão da sociedade são uma tragédia à procura de autor que encontre solução para as peripécias. Desta vez, a fleuma esteve do lado de cá do canal, com os parceiros europeus alinhados na resposta ao Reino Unido, mantendo a porta aberta, mas atentos ao espetáculo sem fim à vista.

A sua Opinião

Terminada a primeira volta da Liga, quem está mais bem posicionado para ser campeão?

Evasões

Comer

O Artista: O novo hotel de Lisboa inspirado em Vasco Santana

Na rua das Portas de Santo Antão há quem pare em frente a O Artista e pergunte se é uma sala de espetáculos ou um teatro. A confusão tem razão de ser. Fica nas costas do Teatro D. Maria II, a uma curta distância do Coliseu dos Recreios e do Politeama. Já para não falar no nome e na carpete vermelha logo à entrada. Mas não, O Artista é um hotel decorado por artistas, em homenagem a um dos maiores artistas portugueses. «A carpete vermelha que parece ondular é uma referência à cena de O Pátio das Cantigas em que […]

Comer

Tudo sobre o food court asiático do Martim Moniz

Pauzinhos, taças XL com caldos e tabuleiros. Desde outubro que o primeiro piso do supermercado Amanhecer-Oriental, se transformou no Mercado Oriental, uma nova zona de restauração dedicada a comida de rua asiática. A abertura passou despercebida a quem não anda pelas redondezas, mas a palavra parece ter corrido rapidamente, já que o espaço de 120 lugares enche aos almoços e, ainda mais, aos fins de semana. «Temos o primeiro restaurante sul-coreano aqui e também o primeiro de comida exclusivamente macaense», explica Joana Huang, responsável pelo Supermercado Amanhecer-Oriental e pelo novo mercado. As obras para transformar o antigo armazém arrancaram em […]

Invasões

Opinião de João Mestre: A falta que o tédio nos faz

O avô Arnaldo era um homem rijo, à antiga. A pele das mãos feita cabedal, os gestos poupados e certeiros, as conversas resumidas ao essencial. Todas as tardes, depois do almoço, sentava-se no pial, abrigado do castigador sol algarvio. Ele e outros homens rijos, à antiga. Todos de chapéu preto, botas de trabalho, cigarro enrolado nos dedos grosseiros. Todos eles poupados nos gestos e nas palavras. As conversas, sobre a colheita desse ano, o preço da alfarroba ou quantas amendoeiras um javardo tinha partido na noite anterior, desenrolavam-se ao ritmo de uma partida de golfe. Um desabafo aqui, a resposta […]

Comer

Porto: um jardim de sabores ligeiros longe da confusão

Suficientemente longe da confusão mas a dois passos do centro da cidade, o Urbana, na Rua das Taipas, é uma espécie de jardim que acaba de abrir no centro do Porto. Lá dentro, a envolver as mesas, há uma parede forrada de folhas e baldes de alumínio que servem ao mesmo tempo para iluminar o espaço e suster as flores que parecem transbordar. O resultado é um ambiente agradável, principalmente no mezanino, para as refeições que ali se servem: de pratos ligeiros e sem ingredientes processados. É essa a grande aposta do Urbana, onde se confecionam tapiocas doces e salgadas, […]

Comer

Graça: a taberna junto a um miradouro onde o peixe é rei

Nem tudo o que vem à rede é peixe, já diz o ditado. Mas quase tudo o que vem para esta mesa, é. A espinha do atum-rabilho de 155 quilos que está presa no teto desta Taberna do Mar, e que Filipe Rodrigues guarda há cinco anos, não simboliza apenas a homenagem do restaurante ao que vem do mar. Simboliza também a dedicação que o chef imprimiu na carta e na decoração self-made do novo restaurante da Graça, a dois passos do panorâmico Miradouro de Sophia de Mello Breyner Andresen. Depois de um percurso por casas como o Sea Me […]